16/11/08
grown-up…

Coisas que eu sei - Dudu Falcão
Eu quero ficar pertoDe tudo o que acho certoAté o dia em que eu mudar de opiniãoA minha experiênciaMeu pacto com a ciênciaMeu conhecimento é minha distração Coisas que eu seiEu adivinho sem ninguém ter me contadoCoisas que eu seiO meu rádio relógio mostra o tempo erradoAperte o playEu gosto do meu quarto Do meu desarrumadoNinguém sabe mexer na minha confusãoÉ o meu ponto de vistaNão aceito turistasMeu mundo ta fechado pra visitação Coisas que eu seiO medo mora perto das idéias loucasCoisas que eu seiSe eu for eu vou assim não vou trocar de roupaÉ minha Lei Eu corto os meus dobradosAcerto os meus pecadosNinguém pergunta mais depois que eu já pagueiEu vejo o filme em pausasEu imagino casasDepois eu já nem lembro do que eu desenhei Coisas que eu seiNão guardo mais agendas no meu celularCoisas que eu seiEu compro aparelhos que eu não sei usarEu já compreiÁs vezes dá preguiçaNa areia movediçaQuanto mais eu mexo mais afundo em mimEu moro num cenárioDo lado imaginárioEu entro e saio sempre quando eu tô afim Coisas que eu seiAs noites ficam claras no raiar do diaCoisas que eu seiSão coisas que antes eu somente não sabia... Agora eu sei...

Música é uma daquelas coisas que serve/vale como combustível para a arte do viver. Ainda tenho muito que avançar, sei alguns versinhos rimados rs.. Mas música não sei fazer! Danou-se!!! Daí é mais fácil pegar uma pronta… Todo mundo começa copiando, é inevitável!!! Escolhi "vista", de Marlos Soares, é música que agrada/ um desafio à sensibilidade. Razão/ sonho/ coração… a contradição e suas múltiplas facetas… A complexidade/ a oscilação entre verdade e erro… caminhos e formas de estar/amar você…
amadurecencia
VISTA
Reconheço na contradiçaõ meu centro
Tudo em volta tenta encontrar meu peito
Já que a retina não consegue direito
Ver a razão, ver o sonho, ver o coração
É preciso relaxar o lado de dentro
Ser o que falta pra que fique tudo imperfeito
Pra que a rotina não congele esse jeito
Sem direção, sem sentido, sem obrigação.
Com você eu vou pra rua sem questionar
Porque não há quem goste assim
de tudo o que eu gosto
desse amor a culpa é sua não vou negar
porque não há quem goste assim
de tudo o que eu gosto
e gosto muito de lhe ver
é natural amar você.
http://www.myspace.com/marlossoares
"Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada"
Fernando Pessoa

Fragilidade do tipo "A"
faz a gente desmoronar.
Tem dia que só milagre,
mas milagre é cada vez menos frequente.
Fiquei cansada/ vencida.
Meus labirintos enviam sinal de alerta:
- Um tempo/ um recreio. Que eu respire!
Por favor… um pouco de fantasia.
Breve que seja.. qualquer palavra adocicada
pra sossegar meu dia!!
amadurecencia

Coisa bonita de se vê
Teu jeito mediterrâneo .
Sua forma de ser Latino americano.
_ Se confere com o original,
quero … a calça desbotada, teu cabelo cheio de nó…
amadurecencia
"Colombo procurou as Índias
Mas a terra avisto em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário"
Nando reis

Andorinha lá fora está dizendo:
— "Passei o dia à toa, à toa!"
Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa . . .
Gosto da grandiosidade/qualidade de Drummond, de Cabral de Melo e sua crítica social, da simplicidade de Mario Quintana. Mas tenho carinho especial/ amor declarado a um pernambucano de nascimento:
– "Entre, Manuel. Você não precisa pedir licença". Manuel Bandeira, o meu poeta, meu Arquiteto falhado. A beleza, a inteligência, a graça… Prosa e verso nos fatos corriqueiros, na delicadeza irônica/ nos problemas de saúde.. um desencanto!!
Eu faço versos como quem chora
De desalento… de desencanto…
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente…
Tristeza esparsa… remorso vão…
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
Eu faço versos como quem morre.
Estrela da vida inteira,
Da vida que poderia
Ter sido e não foi. Poesia,
Minha vida verdadeira.
Manuel Bandeira
Verbo não existente no dicionário da Língua Portuguesa, mas existente no amor. Ato ou efeito de se colocar as mãos da amada entre as suas.

ENSANDUICHANDO SUAS MÃOS
Quando eu toquei em suas mãos
Como se tomasse um choque, você tremeu,
Seus dedos tamborilaram nervosamente
E eu os abafei ensanduichando suas mãos;
Colocando-as, pequeninas, entre as minhas.
- Você riu com os lábios, com os olhos.
-Você consentiu com o sorriso, com o brilho.
Dali para o abraço bastou um passo,
Para o beijo bastou o ensejo,
Para a certeza bastou a franqueza.
…. …..
Hoje estamos aqui,
Na mesma rua, sob a mesma árvore,
a mesma sombra…
Ensanduichando suas mãos
Com a mesma emoção.
Neimar de Barros - O livro proibido

Agradeça pela água que você bebe,
pelo alimento que você come,
pela cama em que você dorme.
Muita gente tem sede e não pode se saciar,
tem fome e não tem comida, tem sono e não tem leito.
Você foi escolhido!